A- A A+
FacebookInstagram

Fundação Helena Antipoff orgulha-se de seu passado, sob a inspiração e ação da emérita educadora Helena Antipoff, com sua lição de humildade, heroísmo, sabedoria, inteligência e de um imenso amor à humanidade.

 

Helena Wladimirna Antipoff nasceu em Grodno- Rússia em 25 de março de 1892, fez curso superior na França e, a convite do Governo do Estado de Minas Gerais (Governador Dr. Antônio Carlos Ribeiro Andrada e Secretário do Interior, Dr. Francisco Campos), em 1929, é contratada para a Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico, onde se iniava a reforma escola novista do Estado.

 

À medida que a fama de sua competência se difundia, demandas surgiam trazidas por suas alunas e pais angustiados com os problemas dos filhos; o suficiente para que Helena Antipoff investisse em outros empreendimentos educacionais: o tratamento da criança especial, a formação de profissionais para o magistério, a preocupação com o homem do campo, dentre outros.

 

“Frágil mulher, forte “fazendeira de crianças”, personalidade obstinada, aqui viveu a discípula de Claparède, legando aos brasileiros a grande lição psicopedagógica, que o século XX pôde conhecer: na cidade ou no campo, criança, adolescente ou adulto, bem dotado ou excepcional – todos recebiam o melhor de seu amor, de seu saber.”

 

A obra de Helena Antipoff, em Ibirité, se inicia com a Fazenda do Rosário – 1939, cresce com o Curso Normal Regional “Sandoval Soares de Azevedo” – 1949, continua com a criação do Instituto Superior de Educação Rural -1955, continua com a criação da ACORDA, em 1968 e da ADAV em 1973.

Em 09 de agosto de 1974, Helena Antipoff “uma vida dedicada à felicidade de outras vidas” parte para a Eternidade, repousa no Cemitério do Canal, nas vizinhanças do local onde viveu seus últimos quinze anos de existência.

 

A história da Fundação Helena Antipoff se inicia em 14 de agosto de 1955, com a criação do Instituto de Educação Rural – ISER, “um órgão de ensino de nível superior, destinado à pesquisa, orientação e especialização em assuntos de Educação Rural”.

 

No ISER, com Helena Antipoff, as atividades permearam desde o Laboratório de Psicologia e Pesquisa educacionais, notadamente o teste MM, atividades artesanais, granjinhas escolares, Museu de Ciências, Posto de Metereologia, Festa do Milho, Escola Unitária, como complementar e Industrial, Curso de Economia Doméstica até os Cursos de Aperfeiçoamento de Professores Rurais, Cursos de Especialização de Supervisores, Orientadores e Inspetores de Ensino Rural, com destaque para o Primeiro Curso de Pós-Graduação em Psicologia Experimental (André Rey – 1956) quando em Minas Gerais não existia nenhum curso de graduação em Psicologia; tudo aconteceu preparado e supervisionado pela singular educadora, preocupada com a melhor aplicação do método científico, através da experimentação natural, crendo na democracia e na força propulsora da educação, na juventude vibrante e capaz de lutar por ideais, os mais diversos.

Os sonhos de Helena Antipoff encontram ressonância nos órgãos governamentais e, em 1968, o Prof Samuel da Rocha Barros, membro do CEE e Diretor do Ensino Médio e Superior da SEE, se une aos ideais da Mestra e se empenhou na transformação do ISER em Fundação.

 

Em 25 de maio de 1970, surge a Fundação Estadual de Educação Rural – FEER, cujo primeiro objetivo era: instituir e manter, nos termos do art.55 da Lei Federal nº4024/1961 e segundo as normas do Sistema Estadual de Ensino, um INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, na atual sede do ISER, destinado à formação de regentes de ensino primário e professores primários para a zona rural, e mais, no parágrafo 1º “para a realização de seus objetivos, a Fundação poderá criar, incorporar e manter escolas e outras instituições que se dediquem à educação rural, quer diretamente, quer mediante convênios, com prévia autorização da SEE; no parágrafo 2º acrescenta: mediante prévia autorização da SEE, com aprovação do Governador do Estado, poderá igualmente funcionar, no Instituto de Educação, curso de formação de professores para o ensino normal rural, dentro das normas estabelecidas para os cursos pedagógicos das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, nos termos do parágrafo único do art. 59 da Lei Federal 4024/61.

 

Em 1978, a em Fundação Estadual de Educação Rural- FEER passa a denominar-se Fundação Helena Antipoff e sua história se enriquece com a incorporação, pelo Estado, da Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo, onde são ministrados cursos profissionalizantes de nível médio: magistério, agropecuária, contabilidade, científico (extintos pela LDB 9394/1996), funcionando, também, cursos de aperfeiçoamento de professores leigos, atividades de agropecuária, Laboratório de Psicologia “Edouard Claparède”e Oficinas Pedagógicas “Caio Martins”, etc.

 

A instituição continua o seu viver, com os diversos tipos de trabalho até então preconizados, com destaque para os projetos de pesquisa que culminaram com o Teste MM, de autoria de Helena Antipoff, instrumento de uso clínico e psicopedagógico (inteligência, personalidade, educacional) reconhecidos internacionalmente.

A Fundação Helena Antipoff compõe com suas co-irmãs: Fazenda do Rosário, ACORDA e ADAV, a concretização do ideário de Helena Antipoff, preservado, também, no MEMORIAL Helena Antipoff, tombado pelo Patrimônio Histórico.

 

Em 31 de maio de 1999, foi criado o Centro de Pesquisas e Projetos Pedagógicos - CPPP da Fundação Helena Antipoff, instrumento com vistas à criação de cursos superiores, em especial convênio com a UNIMONTES, que durante 2 (dois) anos manteve aqui o curso Normal Superior. Em seguida, o Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira - unidade instituída em 2001 por meio do Decreto 41.733 de 25.06, a Fundação manteve cursos de graduação, pós-graduação, extensão e aperfeiçoamento. No ano 2009, o ISEAT foi estadualizado, passando seu ensino a ser gratuito, possibilitando uma grande conquista para a formação de professores de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte, que hoje, conta com uma entrega de, aproximadamente 700 (setecentos) profissionais por ano para atuarem na educação básica.

 

O ensino superior por meio de parcerias público privadas teve a possibilidade de desenvolver junto com seus alunos e comunidade adjacente os programas: Escola da Gente/Prefeitura Betim, Escola Integrada/ Prefeitura Belo Horizonte, Minas Olímpica Nova Geração /Secretaria de Estado de Esporte e Juventude e por meio de financiamento junto à FAPEMIG foram desenvolvidas várias pesquisas que culminaram na publicação de vários artigos.

 

Em 2013, em função da lei nº 20.807 de 26.07 e do decreto nº 46.361 de 30.11, o instituto passa à administração da Universidade do Estado de Minas Gerais, e, atualmente continua utilizando a infraestrutura física da instituição onde oferta 5 (cinco) cursos a 1642 alunos regularmente matriculados na área de licenciatura, sendo: Pedagogia, Educação Física, Matemática, Ciências Biológicas e Letras Instituída pela Lei n.º 5.446, de 25 de maio de 1970, rege-se pelas Leis Delegadas  nº 76, de 29 de janeiro de 2003, nº 145, de 25 de janeiro de 2007,  e pelo Decreto 44.658/2007, tem autonomia administrativa  e  financeira, personalidade jurídica  de  direito público, é vincula-se à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SECTES e tem por finalidade e competência: instituir e manter cursos e atividades destinados à formação de recursos humanos para a educação, bem como a produção e a comercialização de produtos agropecuários, observada a política formulada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para sua área de atuação.

 

Assim, a FHA, mantém em pleno funcionamento: a ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA (Escola Sandoval Soares de Azevedo) com seus 2400 alunos, incluída no projeto Escola Referência da SEE e no Projeto Unibanco; a Clínica de Psicologia Edouard Claparède, as Oficinas Pedagógicas Caio Martins e a Biblioteca Comunitária Helena Antipoff.

 

O Planejamento Estratégico que se desenvolve nesta Gestão, em consonância com o PMDI enfoca melhoria, ampliação, expansão e criação de novos cenários que deverão garantir na Instituição, a educação sempre em primeiro lugar.

 

“Evidentemente, há só um meio de escapar ao espetáculo de nós mesmos
e da censura de nossa consciência-agir. É necessário agir de tal maneira que a finalidade da ação nunca seja em proveito de nós mesmos, e sim agir tendo em vista outras plagas e outras vidas.” H
ELENA ANTIPOFF